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O Capital Natural finca pé na agenda da sustentabilidade

por Marcia Stanton

 

Em um cenário de mudanças climáticas e recursos escassos, o fator limitante da expansão da atividade econômica tem se revelado ser justamente o menos valorizado: o Capital Natural. Compreendido como o conjunto de nossos recursos bióticos e abióticos (o ar, a água, o solo, a bidiversidade) que produzem um fluxo de bens ou serviços, o Capital Natural é elemento fundamental e insubstituível em nossos processos produtivos. Compreender em que medida a atividade econômica o impacta e, principalmente, compreender de que forma alterações no estoque deste capital impactam esta atividade tem sido o desafio do momento em diversas organizações.

Organizações pioneiras estão descobrindo que mapear o impacto que causam e a sua dependência da provisão dos serviços ecossistêmicos é estratégia fundamental em sua análise de risco e diferencial em seu posicionamento estratégico. Contudo, transformar este valor em cifras e padronizar o seu reporte são ainda grandes desafios.

A iniciativa global Economia dos Ecossistemas e Biodiversidade ou The Economics of Ecosystems & Biodiversity, (TEEB) foi lançada com o objetivo de tornar o valor deste capital visível aos tomadores de decisão. Esta iniciativa incentivou a elaboração de projetos em diversos países com o propósito de estimular os formuladores de políticas para que reconheçam e contabilizem o valor de seus serviços ecossistêmicos e biodiversidade. No Brasil a iniciativa leva o nome de TEEB para o Setor de Negócios Brasileiro.

Na esteira deste movimento, diversas iniciativas e ferramentas começam a surgir. O World Resources Institute (WRI) e World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) desenvolveram as ferramentas Ecosystem Services Review (ESR) e Corporate Ecosystem Valuation (CEV) que já estão sendo testadas de forma pioneira por algumas empresas no Brasil. O Climate Disclosure Standards Board (CDSB) está trabalhando na ampliação na sua atual estrutura de reporte para incluir mais informações sobre Capital Natural em seu relatório internacional e o International Integrated Reporting Council (IIRC) trabalha para tornar padrão o método de reporte que também inclua a variável humana e natural.

Todas estas iniciativas têm por objetivo auxiliar as Organizações a compreender e incorporar o valor dos serviços ecossistêmicos em seu processo de tomada de decisão e prepara-las para um cenário de profundas transformações.

MIM-convite- Domenico de Massi

DOMENICO DE MASI: SABEDORIA, BELEZA E FELICIDADE NO TRABALHO

A Eight é apoiadora desse evento, participe!

Infos e ingressos aqui

 

MIM #1 apresenta:
SABEDORIA, BELEZA E FELICIDADE NO TRABALHO
com Prof. Domenico De Masi

Do pós industrial à atualidade, os desafios para uma vida e trabalho de forma criativa e feliz!

Data: 30 de maio (sexta-feira)
Local: Espaço Tom Jobim – Rua Jardim Botânico, 1008, Jardim Botânico, Rio de Janeiro
Horário do credenciamento: 17h30 às 18h
Abertura do evento: 18h
Informações: (21) 3256-5088 / (21) 7839-2352

OBJETIVO:
Buscar respostas para as seguintes perguntas:

> Quais foram as mudanças sofridas pelas empresas no últimos anos?
> O que mudará em um futuro próximo ?
> Que valores vão surgir e quais vão desaparecer ?
> Qual o papel que o trabalho terá na sociedade pós-industrial ?
> E o seu tempo livre? E o ócio criativo?
> Que contribuição o Brasil pode oferecer para criar uma sociedade mais feliz ?

TEMA:
Ao longo de sua história, a humanidade sempre buscou superar os grandes desafios impostos por natureza tais como a fadiga, dor, doença, fome, tédio, solidão, morte. Para conquistar suas vitórias progressivamente, nas quais depende a sua felicidade , o homem criou modelos de vida centrados em diferentes matrizes como a religião, força, tecnologia, estética, direito, economia.

Nos últimos 50 anos, as empresas passaram de um modelo industrial baseado na produção de bens materiais para uma estrutura pós- industrial, baseada na produção de bens intangíveis, deixando para trás os padrões de vida adotados nos séculos XVIII e XIX, sem, porém, produzir um novo modelo que se adaptasse aos novos tempos.

Daí nascem a confusão e o sentimento generalizado de crise que levam à depressão e infelicidade. As empresas se iludem ao tentar superar este impasse, insistindo no uso de velha organização industrial e, aumentando ainda mais o sentimento de inadequação em relação aos objetivos e oportunidades do novo século. Os Estados, por sua vez , se limitam a buscar o bem-estar econômico, delegando aos indivíduos a conquista da felicidade.

Devemos, portanto, fazer um esforço criativo para fornecer às empresas um novo modelo de negócio e garantir a cada cidadão doses crescentes de felicidade no trabalho e em todos os outros aspectos de sua vida. O Brasil pode dar uma contribuição valiosa para a formação deste modelo baseado na sabedoria e beleza.

MATERIAL DIDÁTICO:
Serão adotados dois livros:
Domenico De Masi, O futuro chegou, Casa da Palavra, 2014.
Domenico De Masi e Oliviero Toscani, A felicidade, Editora Globo, 2012.

INVESTIMENTO:
R$250,00 apenas o ingresso
R$300,00 Ingresso + Livro “O Futuro Chegou”

SOBRE O AUTOR:
Domenico De Masi é professor de sociologia do trabalho na Universidade La Sapienza, de Roma. É famoso no Brasil por seus livros, suas palestras e entrevistas na televisão. Em 2010, tornou-se cidadão honorário do Rio de Janeiro. No Brasil, publicou as obras A emoção e a regra (1999), A sociedade pós-industrial (1999), Desenvolvimento sem trabalho (1999), O ócio criativo (2000), Criatividade e grupos criativos (2002), O futuro do trabalho (2003), Diálogos criativos, com Frei Betto (2008).

SOBRE O MIM:
Nossa mente está em constante movimento através das impressões que encontramos em tudo o que está ao nosso redor. Mas se colocada em movimento de maneira consciente, temos a chance de influenciar a forma como moldamos nossas vidas. É esse o proposósito do MIM: Mind In Movement.

O MIM #1 quer elevar a consciência sobre a felicidade no trabalho e para isso traz Domenico de Masi e convidados para juntos formularmos novas questões e buscar respostas sobre o tema.

 

Você sabe o que são essas simpáticas figurinhas?

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Esse fim de semana fui almoçar com a família e me deparei com essas embalagens na mesa. Fiquei encantada com a novidade que vi nesses sachezinhos. Um verdadeiro case de comunicação sobre algo que não é fácil: agricultura orgânica. Através dessas figurinhas atraentes e dos textinhos em cada uma delas, a empresa NATIVE consegue passar o seu DNA para o consumidor.

De um jeito muito leve, natural e legítimo (sem parecer propaganda ou ficar forçado) a empresa consegue mostrar as características e diferencias de uma agricultura orgânica. Tudo isso sem usar nenhum jargão de “sustentabilidês”, sem tom professoral e sem viagens publicitárias.

Uma comunicação verdadeira, que não fala nada mais do que a verdade do seu modo de produção e produto, e cria naturalmente ainda mais valor para a marca. Nota 10! Parabéns à equipe do Native!

Por falar em nota 10 e NATIVE, vale a pena conhecer um pouco mais sobre esse super case de sucesso empresarial, um case de inovação, baseado na sustentabilidade, e que colocou a empresa entre os maiores exportadores de produtos orgânicos do mundo, um mercado que não tem previsão de parar de crescer.

Confiram lá nos links abaixo um pouco dessa história de sucesso:

http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,ERT85999-16380,00.html

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,o-n-1-do-acucar-organico-no-mundo-aboliu-a-queima-da-cana,382619,0.htm

http://www.nativealimentos.com.br/pt-br/organizacao_balbo/referencia.html